Guilherme Ribeiro é um profissional freelancer que não se contenta em buscar oportunidades de trabalho apenas no Brasil. Já imaginou oferecer seus serviços como produtor de conteúdo para grandes nomes do mercado internacional?

Foi o que ele fez quando escreveu alguns artigos para a Contently, umas das referências nos EUA em marketing de conteúdo.

Que tipo de profissionais a Contently busca? Como os jobs são formalizados? Os requisitos para prestar serviços para esta empresa norte-americana são muito elevados?

Confira as respostas acompanhando a entrevista que fizemos com o Guilherme.

 

O primeiro contato com a Contently

Freelancear: “Guilherme, como você conheceu a Contently?”

Guilherme Ribeiro: “Eu estava simplesmente buscando um site para criar o meu portfólio. Na época não sabia que eles também eram uma plataforma para redatores freelancers.”

Freelancear: ” E você conseguiu prestar serviços para eles? Quando? Como foi?”

Guilherme Ribeiro: “Sim! A primeira vez foi no fim de 2016 e desde então, uma média de 4 a 5 artigos por ano (às vezes mais). Foi ótimo! É uma das melhores plataformas na minha opinião.”

Conheça o blog específico da Contently para estrategistas de conteúdo clicando aqui.

 

Como a Contently busca profissionais freelancers?

Freelancear: “Legal saber disso, Guilherme. Mas explica para nós: como ocorre o processo de recrutamento?”

Guilherme Ribeiro: “Tudo depende do seu portfólio. Um algoritmo checa as palavras-chaves e o “peso” dos websites para os quais você escreveu (autoridade de domínio, influência, etc), e decide se você é bom o suficiente para fazer parte do time de freelancers de um cliente específico.”

Entenda melhor como a Contently busca profissionais freelancers nesse infográfico.

Freelancear: “E depois?”

Guilherme Ribeiro: “Na sequência, um funcionário da Contently entra em contato contigo e te convida para fazer parte, explicando como tudo funciona.

Quando você faz parte de um time, os jobs podem surgir de três formas:

  1. Eles mandam um artigo diretamente pra você (briefing, data de publicação, etc) e você decide se aceita ou não.
  2. Você pode simplesmente mandar sugestões de pauta. Tem cliente que está sempre disponível e outros que só recebem pautas por uma semana a cada trimestre. Normalmente existe um material imenso explicando o tipo de conteúdo que o cliente quer, o tipo de consumidor que ele quer atingir, palavras-chave, quanto eles pagam por artigo, etc.
  3. O cliente manda um artigo pro time, e quem aceitar primeiro, recebe o projeto. É similar ao primeiro formato, mas não mandam para uma pessoa específica. Eu nunca consegui pegar um desses, pois vai embora em menos de um minuto.”

Freelancear: “Só conseguimos saber desses detalhes por meio de quem já prestou serviços para eles. Obrigado por comentar sobre isso com a gente aqui no blog! E o que mais gostou na forma como eles solicitam o job?”

Guilherme Ribeiro: “O que mais curto é o respeito ao freelancer. Eles partem do pressuposto que o profissional tem que receber bem e dentro do prazo. Então, assim que escreve o seu artigo e envia para o cliente, o pagamento é imediato, antes de qualquer revisão. Mas, obviamente, existe a expectativa de que você esteja presente para fazer alguma alteração necessária antes de o artigo ser publicado.”

Freelancear: “Interessante, Guilherme. E você acha que algo pode ser aprimorado na maneira como a Contently busca, contrata e paga pelos serviços dos freelancers contratados?”

Guilherme Ribeiro: “Olha, é difícil encontrar problemas com a Contently. Acho que simplesmente gostaria de trabalhar mais com eles!”

Conheça o blog específico da Contently para freelancers clicando aqui.

 

O retorno financeiro de trabalhar para a Contently vale a pena?

Freelancear: “Guilherme, agora chegamos num ponto de curiosidade da maioria dos profissionais freelancers: o que você poderia nos dizer sobre o retorno financeiro de prestar serviços para a Contently? Vale a pena ou não?”

Guilherme Ribeiro: “Sem sombra de dúvida que sim! Do meu ponto de vista como profissional, a Contently é a plataforma que mais paga bem. A média do meu pagamento costuma ficar entre 45 e 65 centavos de dólar por palavra (às vezes mais)! Se na época do pagamento, por exemplo, o dólar dos EUA estiver valendo R$ 4,50, na conversão eles pagariam entre R$ 2,00 e R$ 2,70 por palavra, consegue imaginar? E tem mais: eles mesmos pagam as taxas do Paypal!”

Freelancear: “Puxa, impressionante! Aqui vai mais uma pergunta, Guilherme: que requisitos eles estabelecem para a efetivação de uma contratação?”

Guilherme Ribeiro: “Uma vez que você aceita o convite para fazer parte de um time de freelancers para determinado cliente, é necessário concluir um mini treinamento online. Nele você aprende como a plataforma funciona, o que eles esperam de você e com quem falar se tiver algum problema.”

Freelancear: “Ok. Mas como ocorre a comunicação com o cliente?”

Guilherme Ribeiro: ” Funciona bem parecido com outras plataformas. Se você sugere uma pauta e o cliente se interessa, rola uma conversa pra pegar mais informações antes de fechar o projeto. E uma vez que foi aceito, tanto você quanto o cliente podem fazer comentários e mandar mensagens sobre o artigo que você está escrevendo.”

Freelancear: ” E a Contently atende nomes grandes? Se sim, poderia citar alguns?”

Guilherme Ribeiro: “Sim. E pra falar a verdade, acho que eles só trabalham com clientes grandes.”

Veja a lista de clientes da Contently clicando aqui.

 

Impressões pessoais trabalhando para a Contently

Freelancear: “Guilherme, pode contar pra gente que tipo de trabalho você realizou?”

Guilherme Ribeiro: “Claro! Eu escrevi diversos artigos. Alguns envolveram entrevistas e pesquisa mais pesada, e outros foram super fáceis, sem quase nenhum esforço.”

Freelancear: “E teria alguma dica específica para profissionais que queiram trabalhar para as contratações que a Contently oferece?”

Guilherme Ribeiro: “A primeira e mais importante é escrever em inglês. Eu não sei se o Contently tem clientes brasileiros. Então colocar artigos em português no seu portfólio pode não ajudar em nada. Essa, inclusive, foi a razão de eu ter escrito um artigo sobre como ser redator freelancer escrevendo em inglês no Aparelho Elétrico. Hoje eu vejo vários redatores brasileiros que são professores de inglês ou tradutores, mas não tentam escrever em inglês e ganhar potencialmente mais.

A segunda é conseguir escrever para um site grande e aumentar a sua reputação. Se você tem um artigo no seu blog pessoal, de repente o algoritmo não presta muita atenção, mas um artigo na BBC ou CNN com certeza faz toda a diferença!

No meu caso, eu consegui emplacar um artigo no Huffington Post (na época eles não pagavam os freelancers, mas hoje em dia as coisas estão mudando). Esse artigo foi a porta de entrada para o Contently e muitos outros sites, e também me trouxe vários clientes pelo Linkedin.”

Freelancear: “Uau, Guilherme, você abriu os nossos olhos para um mercado bem diferente do que estamos acostumados no Brasil! Muito obrigado por compartilhar essas dicas preciosas! Temos certeza de que todos os que seguem o nosso blog vão gostar. Desejamos que o seu trabalho continue trazendo a você satisfação profissional.”

 

Esperamos que tenha gostado da nossa entrevista com o Guilherme Ribeiro. A ideia é justamente trazer sempre novos relatos que nos ajudem de alguma forma nessa inserção no mercado de trabalho freelancer.

E você? Gostaria de contar como conseguiu sua sustentabilidade financeira prestando serviços como freelancer na internet? Comente nesse post e entrarei em contato contigo para conversar um pouco e avaliar a possibilidade de te entrevistar também. Sua história profissional poderá ser publicada também na nossa seção de Entrevistas do blog Freelancear!